2º(alguns pedaços de passado, de perolas dentre porcos)

quarta-feira, 31 de março de 2010
Sempre na escola quando se tem aula de redação
existe o consenso que o mais difícil é começar, que depois a coisa anda.
isso se aplica a muitas coisas da vida, sendo ela um eterno ciclo, sempre haverão mudanças, a final até mesmo as pedras mudam por que não as pessoas?
Uma nova casa, novo trabalho, novos amor, etc... a unica coisa que é eterna e o saber que nada dura pra sempre;
mas como já falei aqui, as vezes é muito difícil de se determinar onde de fato se começa e termina um novo ciclo.
por isso a demora por outro post; porque apesar de ser a continuação do blog
também é um novo inicio um novo assunto a ser abordado e por tanto são necessárias novas considerações de se, e como aborda-lo.

Escrevo dessa vez pra comentar, e quem sabe encontrar uma resposta com vosso auxilio; de porque sempre que se acredita que algo esta sobre controle é justamente quando na verdade não o esta??
Quantas vezes ao revirar uma gaveta não encontramos o canhoto duma divida não paga que  acreditamos piamente estar sanada? ou apos duas semanas de cama e resfriado, um dia se acorda melhor voltamos a rotina e na manha seguinte la estamos nós novamente com o nariz pingando e o corpo dolorido ? também quantas vezes chegamos a beira do desespero acreditando-se em uma situação irreversível... e do nada a resposta nos cai como do céu e ao pensar nisso vemos como ela era simples e nos sentimos os maiores idiotas? Até parece palhaçada, que o céu brinca conosco.
Cremos um antigo amor superado quando uma musica, uma pessoa, uma olhada pela janela as 6 da tarde do nada nos ligam ao passado, tentamos deixar antigos erros
acreditamos ter aprendido a lição e novamente levado pelos acontecimentos la estamos nos com velhos problemas velhos erros, com aquela sensação de estarmos presos numa maré, alheios ao nosso destino quando fatos alem do nosso controle nos guiam novamente diante de obstáculos já superados.
É praticamente a outra ponta do dilema do post anterior, COMO SABER QUANDO DE FATO ALGO TERMINA??? quando algo se torna inútil??? como um brinquedo sem pilhas? elas podem ser trocadas e se não quase tudo é reciclável hoje, Quando esse algo morre? quem sabe...
Porém a grande maioria das pessoas encontra consolo na crença do pós morte, alicerce da grande maioria das religiões se não todas ( mais uma regra da redação : nunca generalize),
Pelo menos um exemplo de vida apos a morte temos,  o passado, que  por mais que o enterremos ele sempre nos bate a porta, vem tirar nosso sono puxando nossos pés a noite. tudo oque ele precisa pra voltar na maioria das vezes é, como o velho brinquedo, uma "pilha nova" ou até mesmo a antiga depois de uma mexidinha, a motivação certa a inspiração para que ele seja acordado de seu descanso de anos  e vir até onde estamos agora, pode ser um por do sol, o cheiro de pão caseiro que desperta as memorias da infância, algo totalmente aleatório e aparentemente independente do nosso passado, que nos força a sentir falta de algo que rejeitamos, e que sabemos que vamos rejeitar e errar de novo no fim das contas, mas que essa nostalgia nos faz desejar errar novamente,  quem sabe, sei lá essa seja a parte engraçada e divertida de ser humano mortal imperfeito, essas emoções, todas as lembranças que temos ,e mais importante, que deixamos,  pois são o sinal de nossa breve existência que sobrevive de nós ( isso me lembra de uma frase q li certa vez " não se esforce para que sua presença seja notada, mas sim que sua falta seja sentida.")
quem sabe a pergunta certa a se fazer n seja nem porque algo acabado volta? ou quando algo de fato acaba? mas sim SERÁ QUE ALGO DE FATO TEM FIM???